Crimes cotidianos dominam 39% dos julgamentos do Tribunal do Júri no Rio Grande do Sul
- Redação SulTV

- há 10 horas
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Esse índice representa mais de 970 julgamentos motivados por brigas em bares, conflitos de trânsito e desentendimentos ocasionais que terminaram em tragédia

O Rio Grande do Sul registrou um aumento expressivo na atividade do Tribunal do Júri em 2025, com reflexos diretos na segurança pública da Costa Doce e de todo o estado. Dados do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) revelam que, das 2.504 sessões plenárias realizadas no último ano, 39% envolveram crimes de natureza cotidiana. Esse índice representa mais de 970 julgamentos motivados por brigas em bares, conflitos de trânsito e desentendimentos ocasionais que terminaram em tragédia.
O crescimento no volume de julgamentos foi de 38% em relação a 2024, ano em que as enchentes no estado represaram diversos processos. Em 2025, a média foi de dez júris realizados por dia útil. Desse total, o MPRS obteve êxito em 81% dos pedidos formulados. Em casos de maior complexidade, como feminicídios e ações contra o crime organizado, o índice de condenação superou 90% quando houve atuação do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ).
A distribuição dos crimes julgados mostra que, além das situações cotidianas, o tráfico de drogas motivou 24% dos plenários. Conflitos domésticos somaram 17%, enquanto os feminicídios representaram 13% dos casos, totalizando 317 sessões. Entre os julgamentos de maior repercussão no ano, destacou-se a condenação de um policial militar da reserva a 46 anos de prisão pela morte do sobrinho, ocorrida em Porto Alegre.
Segundo o coordenador do CAOJÚRI, Marcelo Tubino, a alta taxa de acolhimento dos pedidos pelos jurados demonstra a confiança da sociedade gaúcha no trabalho do Ministério Público. Para as comunidades da região, os dados reforçam a importância da mediação de conflitos simples para evitar que discussões impulsivas sobrecarreguem o sistema judiciário com crimes contra a vida.




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