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Copa do Mundo Feminina 2027 deve gerar R$ 8,8 bi no Brasil

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Estudo da FGV Projetos aponta geração de 73,7 mil empregos e crescimento de R$ 3,8 bi no PIB até a Copa de 2027.


Um estudo da FGV Projetos, encomendado pela Embratur, estima que a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, sediada no Brasil, deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões em turismo e negócios durante os anos de preparação e realização do torneio, com efeitos diretos na geração de empregos, renda e arrecadação de impostos em todo o país.


Jogadoras em campo durante partida de futebol feminino: Brasil sediará a Copa do Mundo de 2027.

Jogadoras em campo durante partida de futebol feminino: Brasil sediará a Copa do Mundo de 2027.


Impacto na economia e no emprego


O levantamento aponta um crescimento de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a cerca de 0,03% da economia nacional. A projeção também prevê a criação de 73,7 mil empregos diretos e indiretos ao longo do período de preparação e realização do evento, além da geração de R$ 4,5 bilhões em rendimentos entre salários e lucros.


Segundo o estudo, a arrecadação em tributos deve somar aproximadamente R$ 928 milhões. Os números foram apresentados durante o Confut, evento internacional de inovação e negócios do esporte realizado em Nova York, e reforçam a avaliação da Embratur de que a competição é uma oportunidade estratégica para fortalecer a imagem do Brasil como destino turístico internacional. A entidade avalia que os investimentos em infraestrutura esportiva e turística realizados para o Mundial devem gerar benefícios que ultrapassam o período da competição.


Primeira Copa Feminina disputada na América do Sul


A edição de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul, o que amplia a expectativa em torno do legado do torneio para além do futebol. Setores como hotelaria, transporte, comércio, gastronomia e serviços devem ser diretamente beneficiados pelo aumento no fluxo de turistas e investimentos ao longo dos próximos anos.


A Embratur também destaca o potencial do evento para impulsionar o desenvolvimento do futebol feminino em todo o Brasil, ampliando a visibilidade de atletas e clubes e incentivando novos investimentos na modalidade, que vem ganhando espaço crescente entre torcedores e patrocinadores nos últimos anos.


Nos próximos meses, novos detalhes sobre sedes, calendário de jogos e ações de preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 devem ser divulgados pelos organizadores. A expectativa é que os efeitos econômicos do torneio comecem a ser sentidos já nas etapas de planejamento, com reflexos no turismo e nos serviços em diferentes regiões do país.


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