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Como identificar abuso infantil? Psicóloga alerta sobre sinais e tabus na Zona Sul

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Em entrevista à SulTV, a psicóloga forense e clínica Renata Maines destacou que a maior parte desses crimes ocorre dentro do ambiente doméstico ou por pessoas do círculo de confiança


Foto: Dãniel Nunes - SulTV
Foto: Dãniel Nunes - SulTV

O encerramento do Maio Laranja traz um alerta fundamental para as famílias da Zona Sul do Rio Grande do Sul sobre o combate à violência e ao abuso sexual contra crianças e adolescentes. Em entrevista à SulTV, a psicóloga forense e clínica Renata Maines destacou que a maior parte desses crimes ocorre dentro do ambiente doméstico ou por pessoas do círculo de confiança, o que reforça a importância da vigilância constante e da presença ativa dos pais na rotina familiar.


Segundo a especialista, o predador geralmente é uma pessoa improvável e próxima da vítima, o que costuma gerar negação social e invalidação do discurso da criança. Na Zona Sul, municípios como Camaquã enfrentam uma forte subnotificação devido ao receio das pessoas em denunciar apenas diante de suspeitas. A psicóloga esclarece que a responsabilidade do cidadão é levar a possibilidade do fato ao conhecimento das autoridades, como a Polícia Civil ou pelo Disque 100, sem a necessidade de uma certeza absoluta.


Os reflexos da violência sexual na infância costumam reverberar na vida adulta, gerando transtornos emocionais persistentes, depressão e dificuldades severas em relacionamentos afetivos e profissionais. Renata Mainêz aponta que os principais sinais que indicam que uma criança ou adolescente pode estar sofrendo abuso são alterações comportamentais bruscas. Queda acentuada no rendimento escolar, introspecção, isolamento, agressividade, distúrbios de sono ou apetite e comportamentos excessivamente sexualizados para a idade são alertas que exigem atenção imediata.


A profissional enfatizou que a omissão diante de suspeitas também configura uma grave violação e que a prevenção eficaz passa pelo diálogo simples e objetivo sobre anatomia biológica e limites corporais, além do monitoramento do uso de redes sociais por parte dos responsáveis. Confira entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:


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