Ciclone bomba no Atlântico: saiba como o fenômeno vai afetar o clima na Zona Sul
- Redação SulTV

- há 8 horas
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A formação de um ciclone bomba no Oceano Atlântico Sul, próximo à costa da Argentina e do Uruguai, trará mudanças significativas nas condições climáticas para o Rio Grande do Sul. O sistema meteorológico, que se intensifica rapidamente nesta terça-feira (23), servirá como motor para o avanço de uma potente massa de ar frio de origem polar que atingirá diversos estados brasileiros.
Para a região da Zona Sul gaúcha, a principal característica do fenômeno será a queda acentuada nas temperaturas. Embora a MetSul Meteorologia indique que o núcleo do ciclone permanecerá em alto mar, distante do continente, o gradiente de pressão causará ventos persistentes, entre 40 km/h e 60 km/h, com rajadas que podem atingir de 70 km/h a 80 km/h em áreas de costa e lagoas.

O termo "ciclone bomba" é aplicado a sistemas de baixa pressão que sofrem um aprofundamento explosivo — quando a pressão central cai pelo menos 24 hPa em um intervalo de 24 horas. Neste caso, a rápida queda da pressão central, que deve atingir 971 hPa na terça-feira, acelera o deslocamento da frente fria associada.
Apesar do desconforto gerado pelo vento, que provocará uma sensação térmica de frio intenso durante o dia, não há previsão de impactos severos em terra firme no estado. A principal consequência será o ingresso do ar polar que, impulsionado pela trajetória continental do sistema, deve avançar pelo interior do país, alcançando inclusive estados das regiões Centro-Oeste e Norte. A orientação para a comunidade é acompanhar as atualizações meteorológicas, uma vez que a combinação de umidade e frente fria ainda pode trazer temporais isolados antes da consolidação do ar seco e gélido.




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