China quer carne rastreada e RS já opera nesse padrão
- Redação SulTV

- há 3 horas
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A nova classe média chinesa está mudando as regras do jogo para a exportação de carne bovina brasileira — e o Rio Grande do Sul sai na frente. A Associação de Importadores de Tianjin anunciou que pretende comprar apenas proteína certificada, com rastreabilidade ambiental comprovada. A exigência atende a um consumidor urbano que passou a valorizar a origem sustentável do alimento.
Para a pecuária gaúcha, especialmente na Metade Sul e na Fronteira Oeste, a mudança reforça um diferencial já consolidado. A região opera há anos com sistemas de rastreabilidade reconhecidos internacionalmente e conta com frigoríficos habilitados para atender o mercado asiático. O que antes era visto como custo regulatório agora se torna argumento comercial de peso no maior importador de carne do mundo.

A China consome mais carne bovina importada do que qualquer outro país. Com a classe média expandindo, cresce também a demanda por produtos de qualidade certificada. Diferentemente de outras regiões produtoras do Brasil, o Rio Grande do Sul já construiu infraestrutura de certificação e rastreabilidade que atende aos novos padrões exigidos. Os frigoríficos gaúchos exportadores estão entre os mais preparados para capturar essa fatia crescente do mercado chinês.
A Federação da Agricultura do RS (Farsul) vê o movimento como oportunidade concreta para valorizar a produção local. Enquanto o debate nacional concentra-se na Amazônia, a pecuária gaúcha demonstra na prática que certificação e rastreabilidade são vantagens competitivas. O cenário coloca o estado como protagonista potencial no fornecimento de carne premium para a China, reposicionando toda a cadeia produtiva regional.




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