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Camaquã vai construir 60 casas para tirar famílias de áreas de risco

Engenheiro Everton Fonseca, da AUD, detalha a realocação no Loteamento das Flores e as obras de pontes e galerias que devem sair até outubro

12 de agosto de 2026·Redação SulTV
Everton Fonseca, engenheiro da AUD, no Redação SulTV — Reprodução/SulTV
Everton Fonseca, engenheiro da AUD, no Redação SulTV — Reprodução/SulTV

Cerca de 60 moradias serão construídas no Loteamento das Flores, em Camaquã, para realocar famílias que hoje vivem em ocupações irregulares às margens do Arroio Duro e dos canais de irrigação. A informação é do engenheiro Everton Fonseca, da Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD), em entrevista ao Redação SulTV.

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Segundo o engenheiro, o projeto reúne recursos dos governos federal e estadual, com contrapartida da prefeitura. Ele lembra que o município ainda convive com outras ocupações em áreas de risco, como a que se estende ao longo do Arroio Duro, abaixo da ponte da BR-116. "A gente pede que o poder público seja sensível, tanto o municipal como o estadual e o federal, para que dê condições melhores de habitação para esse pessoal, em áreas que não tenham risco", afirmou.

Crescimento para as partes altas

Everton destacou que a revisão do plano diretor passou a direcionar os novos loteamentos para as partes altas da cidade, o que reduz o risco em anos de chuva acima da média. "O crescimento tem de ser para a parte alta, que traz menos problema com esses efeitos climáticos de alta precipitação", disse.

Pontes e galerias até outubro

Na entrevista, o engenheiro também fez um balanço das obras executadas em parceria entre AUD, prefeitura e produtores rurais. A ponte de concreto do Banhado do Colégio foi construída com aporte das três partes, depois de a estrutura antiga registrar três ou quatro acidentes com caminhões carregados — sem vítimas. Já a reforma da ponte da estrada da Bocaina, que era estreita demais para as máquinas agrícolas atuais, foi viabilizada por emenda parlamentar de R$ 450 mil: a obra custou cerca de R$ 200 mil e a sobra do recurso foi aplicada na ponte do Banhado do Colégio.

Até outubro, outras três obras devem sair do papel com recurso a fundo perdido do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: duas pontes no interior — uma delas na entrada do Núcleo 1, na estrada da Capororoca — e as galerias sobre o dreno Santa Rita, na estrada que liga o Faxinal a Santa Rita e Pacheca, substituindo canos de metal instalados há cerca de 30 anos. O dreno será canalizado com 10 metros de largura, suficiente para o trânsito de reboques nas duas mãos.

A AUD ainda vai apoiar a prefeitura na instalação das aduelas na ponte do CTG, com mão de obra especializada e máquinas, em uma obra de drenagem que prepara o caminho do asfalto rumo à zona rural. "É uma obra de drenagem preparatória para o asfalto", resumiu Everton.

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