Camaquã vai construir 60 casas para tirar famílias de áreas de risco
Engenheiro Everton Fonseca, da AUD, detalha a realocação no Loteamento das Flores e as obras de pontes e galerias que devem sair até outubro

Cerca de 60 moradias serão construídas no Loteamento das Flores, em Camaquã, para realocar famílias que hoje vivem em ocupações irregulares às margens do Arroio Duro e dos canais de irrigação. A informação é do engenheiro Everton Fonseca, da Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD), em entrevista ao Redação SulTV.
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeSegundo o engenheiro, o projeto reúne recursos dos governos federal e estadual, com contrapartida da prefeitura. Ele lembra que o município ainda convive com outras ocupações em áreas de risco, como a que se estende ao longo do Arroio Duro, abaixo da ponte da BR-116. "A gente pede que o poder público seja sensível, tanto o municipal como o estadual e o federal, para que dê condições melhores de habitação para esse pessoal, em áreas que não tenham risco", afirmou.
Crescimento para as partes altas
Everton destacou que a revisão do plano diretor passou a direcionar os novos loteamentos para as partes altas da cidade, o que reduz o risco em anos de chuva acima da média. "O crescimento tem de ser para a parte alta, que traz menos problema com esses efeitos climáticos de alta precipitação", disse.
Pontes e galerias até outubro
Na entrevista, o engenheiro também fez um balanço das obras executadas em parceria entre AUD, prefeitura e produtores rurais. A ponte de concreto do Banhado do Colégio foi construída com aporte das três partes, depois de a estrutura antiga registrar três ou quatro acidentes com caminhões carregados — sem vítimas. Já a reforma da ponte da estrada da Bocaina, que era estreita demais para as máquinas agrícolas atuais, foi viabilizada por emenda parlamentar de R$ 450 mil: a obra custou cerca de R$ 200 mil e a sobra do recurso foi aplicada na ponte do Banhado do Colégio.
Até outubro, outras três obras devem sair do papel com recurso a fundo perdido do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: duas pontes no interior — uma delas na entrada do Núcleo 1, na estrada da Capororoca — e as galerias sobre o dreno Santa Rita, na estrada que liga o Faxinal a Santa Rita e Pacheca, substituindo canos de metal instalados há cerca de 30 anos. O dreno será canalizado com 10 metros de largura, suficiente para o trânsito de reboques nas duas mãos.
A AUD ainda vai apoiar a prefeitura na instalação das aduelas na ponte do CTG, com mão de obra especializada e máquinas, em uma obra de drenagem que prepara o caminho do asfalto rumo à zona rural. "É uma obra de drenagem preparatória para o asfalto", resumiu Everton.
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