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"Alinhamento de chakras": Falso líder religioso é denunciado por usar "tratamentos" para cometer abusos em Santa Cruz do Sul

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Durante as sessões, ele realizava massagens e contatos íntimos, alegando que os atos eram necessários


Foto: Freepik - Reprodução
Foto: Freepik - Reprodução

Uma denúncia grave envolvendo o abuso da fé e a manipulação espiritual acendeu um alerta na região de Santa Cruz do Sul. Um homem de 64 anos, que atuava como líder religioso, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) pelo crime de violação sexual mediante fraude. A investigação aponta que o acusado utilizava sua posição de autoridade espiritual para ganhar a confiança de mulheres e praticar abusos durante supostos atendimentos.


Conforme a apuração realizada pela Delegacia da Mulher e detalhada na denúncia do MP, o investigado afirmava incorporar uma entidade para convencer as vítimas da necessidade de "tratamentos espirituais". Durante as sessões, ele realizava massagens e contatos íntimos, alegando que os atos eram necessários para um suposto "alinhamento de chakras". A investigação identificou que o contato físico ocorria enquanto as mulheres estavam em situação de vulnerabilidade emocional e espiritual.


Até o momento, pelo menos quatro vítimas foram identificadas formalmente. Os crimes teriam ocorrido de forma sistemática ao longo de quase uma década, entre os anos de 2016 e 2025. O caso tramita sob sigilo para preservar a identidade das denunciantes. Especialistas alertam que este tipo de violência muitas vezes não utiliza força física imediata, mas baseia-se na construção de um vínculo de confiança e no uso da fragilidade das pessoas que buscam auxílio religioso.


O acusado nega todas as acusações apresentadas no processo. Atualmente, ele responde à ação judicial em liberdade, mas submetido a medidas cautelares impostas pela Justiça. As autoridades reforçam que o uso da religião como ferramenta para o abuso é crime e orientam que possíveis novas vítimas procurem a Delegacia da Mulher para formalizar denúncias, garantindo que o sigilo e a proteção sejam mantidos.



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