A luta das mães atípicas em Camaquã: o desafio de acolher 168 famílias e buscar direitos
- Redação SulTV

- há 3 dias
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Em entrevista à SulTV, Gisa Brose e Xana Ribeiro, presidente e vice-presidente da APEC, relataram a trajetória da associação

A inclusão social e os desafios enfrentados por famílias atípicas ganharam destaque na Zona Sul do Rio Grande do Sul com o anúncio da 4ª Caminhada de Conscientização do Autismo em Camaquã. O evento, organizado pela Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Camaquã (APEC), ocorre neste sábado (11), com concentração às 9h na Praça Zeca Neto. A iniciativa busca dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e cobrar melhorias nas políticas públicas locais.
Em entrevista à SulTV, Gisa Brose e Xana Ribeiro, presidente e vice-presidente da APEC, relataram a trajetória da associação, que nasceu em 2022 de um grupo de mães preocupadas com a interrupção de atendimentos especializados. Hoje, a entidade acolhe 168 famílias e quase 200 crianças e adolescentes. Elas destacam que, embora o município tenha avançado com a criação do Centro de Autismo, as filas de espera para terapias essenciais, como fonoaudiologia e terapia ocupacional, ainda são um obstáculo crítico para o desenvolvimento dos pacientes.
Um dos temas centrais abordados foi a recente aprovação de um projeto de lei na Câmara de Vereadores para substituir sirenes escolares estridentes por sinais sonoros suaves ou visuais. A medida é vital para autistas com hipersensibilidade auditiva, já que ruídos fortes podem causar desorganização sensorial severa. As representantes da APEC reforçaram que a adaptação escolar é um direito fundamental para garantir a permanência e o bem-estar dos alunos.
Além das questões estruturais, o debate evidenciou o impacto na vida dos cuidadores. Cerca de 90% das mães atípicas precisam abandonar suas carreiras para se dedicar integralmente aos filhos, evidenciando a necessidade de uma rede de apoio sólida e de maior compreensão por parte da sociedade e do mercado de trabalho sobre a realidade do autismo. Confira a entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:




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