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O que muda na sua rotina com a nova lei de proteção à saúde mental no ambiente de trabalho

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A partir desta terça-feira (26), entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1)


Foto: Pixabay - Ilustração
Foto: Pixabay - Ilustração

A modernização das relações trabalhistas e a proteção à integridade dos profissionais ganham um novo capítulo que impacta diretamente a rotina corporativa na Zona Sul do Rio Grande do Sul. Em uma região onde o comércio urbano, as prestadoras de serviços e o agronegócio da Costa Doce movimentam a economia regional, a adequação às normas federais de segurança do trabalho é indispensável para garantir a sustentabilidade das empresas e o bem-estar das equipes.


A partir desta terça-feira (26), entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A medida prevê expressamente a inclusão dos riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais das organizações. Com isso, empresas de todos os portes com contratos regidos pela CLT, incluindo órgãos públicos, passam a ter a obrigação de identificar, avaliar e controlar fatores estruturais e organizacionais que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores. O descumprimento pode gerar multas e autuações administrativas.


A mudança ocorre em um cenário de alerta histórico. Em 2025, a Previdência Social concedeu mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais no Brasil. Segundo o Ministério do Trabalho, o foco da nova regra não é o diagnóstico individual, mas sim a prevenção coletiva dentro do ambiente seguro. Serão analisadas situações cotidianas como pressão excessiva por metas, jornadas prolongadas, falhas de comunicação e assédio. A norma também abrange o teletrabalho, observando a hiperconectividade e as dificuldades de desconexão.


Lideranças da Justiça do Trabalho apontam que ambientes saudáveis protegem a dignidade humana, reduzem impactos econômicos e aumentam a produtividade, consolidando a saúde mental como um investimento estratégico.

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