5 milhões de brasileiros deixam as bets, aponta Fazenda
3 milhões perderam acesso por serem beneficiários do Bolsa Família ou BPC, e 1,2 milhão pediu autoexclusão voluntária desde dezembro de 2025.

Cerca de 5 milhões de brasileiros deixaram de acessar plataformas de apostas esportivas online até agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Fazenda. O número representa 12,5% dos 40 milhões de usuários cadastrados no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) e reúne tanto bloqueios determinados pelo poder público quanto pedidos voluntários de saída, movimento que também atinge usuários de cidades do Sul do Rio Grande do Sul, como Tapes, cadastrados nas mesmas plataformas autorizadas a operar no país.
Bloqueio por benefício social e dívidas renegociadas
Do total de brasileiros afastados das bets, cerca de 3 milhões são beneficiários do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e tiveram o acesso às plataformas bloqueado automaticamente. A medida integra as regras que impedem o uso de benefícios sociais para apostas, aplicadas pelo governo federal desde a regulamentação do setor.
Outros cerca de 827 mil usuários ficaram impedidos de apostar depois de aderirem a programas de renegociação de dívidas. Desse grupo, 794.181 pessoas estão vinculadas à modalidade voltada a inadimplentes e 33.123 ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que também prevê a suspensão do acesso a plataformas de apostas como parte das condições de quitação.
Autoexclusão voluntária soma 1,2 milhão de pedidos
Além dos bloqueios determinados pelo poder público, 1,2 milhão de pessoas optaram voluntariamente por deixar de apostar por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, em operação desde dezembro de 2025. A ferramenta permite que o próprio usuário solicite o bloqueio do acesso a todas as bets autorizadas no país de uma só vez.
Entre os motivos apresentados pelos usuários, a preocupação com a perda de controle sobre o jogo e com a saúde mental aparece em 35,93% dos pedidos. Outros 20,63% das solicitações citam o receio de que os dados pessoais sejam utilizados indevidamente pelas plataformas de apostas.
Como funciona a autoexclusão
Além do bloqueio de acesso, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão oferece cursos gratuitos sobre educação financeira e aspectos comportamentais ligados às apostas, incluindo orientações sobre superendividamento. O serviço também disponibiliza um autoteste de saúde mental, com informações sobre os riscos associados ao jogo.
Quem identificar sinais de perda de controle nas apostas pode buscar atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme orientação disponibilizada na própria plataforma. O acesso às ferramentas de autoexclusão e aos cursos gratuitos é feito pelos canais oficiais do Ministério da Fazenda.
O Ministério da Fazenda deve continuar divulgando periodicamente o número de usuários bloqueados e de pedidos de autoexclusão no país. Para moradores da Costa Doce e do Sul do Rio Grande do Sul que utilizam plataformas de apostas online, a expectativa é de que as regras de proteção a beneficiários de programas sociais e a quem renegocia dívidas sigam sendo aplicadas nos próximos meses.
📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.
Mais de Comunidade

Barão do Triunfo recebe Chama Crioula da 2ª Região em 20/8
Grupo do CTG Laçadores e Trovadores representou o município na etapa estadual em Rio Pardo, nos dias 14 e 15 de agosto.

Camaquã Futsal abre venda de ingressos para dois jogos decisivos em setembro
Time enfrenta Sport Recife pela LNF Silver e JEC/Krona pela semifinal da Copa da LNF

Camaquã intensifica recuperação de estradas rurais após período de chuvas
Equipes atuaram na estrada do Capitão Jango com raspagem de barro e reforço de cascalho para garantir trafegabilidade