Vereador alega falta de comunicação e estrutura da prefeitura durante ciclone em Arambaré
- Redação SulTV

- 29 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de ago. de 2025
Parlamentar propõe canal direto com Defesa Civil e ameaça acionar o Ministério Público.

O município de Arambaré, no sul do Rio Grande do Sul, enfrentou sérios transtornos após a passagem de um ciclone nesta segunda-feira (29). Árvores caídas, falta de energia elétrica, interrupção no abastecimento de água e risco de queda de postes comprometeram o funcionamento da cidade e geraram críticas à atuação da prefeitura.
Um dos episódios mais simbólicos do impacto ocorreu ainda pela manhã. Um morador que seguia para Porto Alegre teve o carro atingido por uma árvore na RS-350. O para-brisa quebrou e o veículo precisou ser guinchado, o que o impediu de trabalhar e visitar parentes. “Foi um prejuízo enorme”, relatou o vereador Gledson, que conversou com a reportagem da SulTV.
Segundo ele, apesar da mobilização de equipes da Defesa Civil e da distribuidora Equatorial, faltaram profissionais especializados na região. “Precisamos de mais gente qualificada, de voluntários e de comunicação eficiente”, afirmou. Ele apontou que municípios vizinhos, como Sertão Santana e Chuvisca, emitiram alertas nas redes sociais. Já a página da prefeitura de Arambaré, segundo o vereador, não publicou nenhuma informação preventiva sobre o ciclone.
O vereador defendeu a criação de um canal direto de comunicação da Defesa Civil local com os moradores por WhatsApp e mensagens de texto. “Temos que estar todos blindados para os eventos que venham a acontecer. Não adianta só marketing de governo”, disse.
Além da falta de comunicação, Gledson cobrou providências em relação aos postes de madeira apodrecidos, que representam risco constante. Ele propôs uma ação civil pública contra a Equatorial caso a situação persista. Segundo ele, uma comissão especial foi criada na Câmara para avaliar a qualidade dos serviços públicos prestados no município, incluindo energia, água, internet e transporte.
Mesmo com críticas, o vereador afirmou manter diálogo com o prefeito Iago e defendeu um mandato de conciliação. “O município é pequeno e precisa de recursos de todos os lados. É nosso dever cobrar qualidade”, concluiu.
A prefeitura de Arambaré e a Equatorial ainda não se manifestaram sobre os problemas apontados.
Assista à entrevista completa:




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