Taxa de esgoto em rua de chão batido? Entenda a polêmica nos bairros de Camaquã
- Redação SulTV

- há 3 horas
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Atualmente, muitas ruas desses bairros ainda são de chão batido, carecendo de pavimentação asfáltica ou calçamento adequado

Camaquã trouxe à tona um debate sobre as prioridades de investimento na Zona Sul do município. Embora a chegada do tratamento de esgoto seja um avanço ambiental necessário, o fato de os bairros Getúlio Vargas, Olaria e Cohab serem os primeiros da lista gera questionamentos. Estas localidades são historicamente conhecidas por serem as que menos receberam investimentos em infraestrutura básica nos últimos anos.
Atualmente, muitas ruas desses bairros ainda são de chão batido, carecendo de pavimentação asfáltica ou calçamento adequado. Com o início das obras previsto para o primeiro semestre de 2026, os moradores dessas áreas serão justamente os primeiros a arcar com a tarifa pelo serviço de tratamento, que será incluída na conta de água. Para a comunidade local, a cobrança chega antes mesmo de melhorias fundamentais na mobilidade urbana e na drenagem pluvial, evidenciando um desequilíbrio no desenvolvimento dos bairros.
A primeira fase do projeto, orçada em R$ 23 milhões, prevê a instalação de 22,7 quilômetros de rede na chamada Bacia 1. Enquanto a prefeitura e a Corsan destacam os benefícios à saúde pública — onde cada real investido economiza quatro reais no setor sanitário —, a população dessas áreas cobra clareza sobre os valores que serão pagos. A preocupação é que as famílias com menor poder aquisitivo e que residem em áreas desprovidas de asfalto acabem financiando o início de um sistema que, por lei, deve ser universalizado apenas em 2033.




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