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Risco de desmoronamento: prefeitura interdita 25 imóveis na Vila da Pacheca

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

A medida preventiva baseia-se em um laudo técnico do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual


Foto: Prefeitura Municipal de Camaquã - Divulgação
Foto: Prefeitura Municipal de Camaquã - Divulgação

Uma força-tarefa da Prefeitura de Camaquã realizou, na manhã desta terça-feira (31), uma operação de segurança na Rua da Barca, situada na Vila da Pacheca, zona rural do município. A ação teve como objetivo notificar a interdição de 25 imóveis localizados às margens do Rio Camaquã, área identificada com risco elevado de desmoronamento.


A medida preventiva baseia-se em um laudo técnico do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, emitido após vistoria em fevereiro de 2026. O documento aponta que a instabilidade do terreno, agravada pela erosão das margens, ausência de vegetação ciliar e elevação do lençol freático, compromete seriamente a segurança das edificações. O estudo atende a uma notificação do Ministério Público Estadual sobre a vulnerabilidade da área, que é de Preservação Permanente (APP).


Dos imóveis notificados, nove são ocupados por famílias residentes permanentes. A administração municipal esclarece que a ação não se trata de despejo, mas de uma interdição por risco de vida, especialmente diante da aproximação de períodos chuvosos que aumentam a possibilidade de cheias no Rio Camaquã. Durante a operação, equipes de assistência social ofereceram apoio para mudanças, intermediação familiar e acolhimento provisório no albergue municipal.


Além da questão habitacional, o governo municipal atua na esfera ambiental. Uma lavoura de arroz na faixa de preservação deverá ser recuada e a regularidade da outorga de água está sendo verificada. O prefeito Abner Dillmann informou que busca recursos junto ao Estado para garantir uma solução definitiva para as famílias. A ocupação da área é considerada irregular, uma vez que os imóveis não possuem registro no cadastro imobiliário do município.

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