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Preço do tabaco: Afubra cobra indústrias por valorização diante da alta nos custos de produção

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • 26 de mai.
  • 2 min de leitura

Em entrevista à SulTV, o secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marco Antônio Dorneles, expressou a insatisfação da categoria


Foto: SulTV - Reprodução
Foto: SulTV - Reprodução

A estabilidade econômica de milhares de pequenas propriedades rurais na Zona Sul do Rio Grande do Sul possui uma profunda ligação com o desempenho das cadeias produtivas do campo. Na região da Costa Doce, a cultura do tabaco atua como um dos principais motores para a geração de emprego e renda no interior, sustentando a agricultura familiar. No entanto, o atual ciclo de comercialização tem preocupado as lideranças locais devido aos entraves e impasses nas negociações com o setor industrial.


Em entrevista à SulTV, o secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marco Antônio Dorneles, expressou a insatisfação da categoria e relatou que as entidades solicitaram uma atenção especial das indústrias para com a realidade financeira dos produtores rurais. Segundo Dorneles, as empresas alegam estar praticando os valores de tabela acordados, mas os levantamentos realizados pelas entidades do setor apontam um cenário desafiador para quem está no campo.


De acordo com as pesquisas em rattling, a média de preços registrada atualmente está um pouco inferior em comparação com o mesmo período da safra passada. Esse fator se torna mais crítico quando somado à elevação expressiva nos custos de produção, que apresentaram uma variação de 9% a 12% em relação ao ciclo anterior, impactando de forma direta as margens de lucro e o sustento dos agricultores gaúchos.


O representante da Afubra destacou que, embora as indústrias apontem tópicos e ações integradas de longo prazo para melhorar a cadeia produtiva, o momento exige soluções imediatas. Como um percentual considerável da produção gaúcha de fumo ainda necessita ser comercializado nesta safra, as entidades reforçam a necessidade de uma valorização justa que cubra as despesas rurais e dê sustentabilidade para a agricultura familiar.

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