Plano de concessão da BR-116 define metas de manutenção e duplicação regional
- Redação SulTV

- há 4 horas
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O Plano de Exploração Rodoviária (PER) prevê uma série de obrigações que devem garantir mais segurança e suporte aos usuários da rodovia

A BR-116, principal corredor logístico entre a capital gaúcha e o Porto de Rio Grande, passa por um momento decisivo de reorganização em sua gestão e manutenção. A rodovia, fundamental para o escoamento da produção e a mobilidade de milhares de motoristas diariamente, integra um modelo de concessão supervisionado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que estabelece diretrizes para equilibrar a cobrança de pedágio com a entrega de serviços e melhorias na infraestrutura.
Na região sul do Rio Grande do Sul, onde a estrada atravessa municípios estratégicos da Costa Doce como Camaquã, Tapes, São Lourenço do Sul e Cristal, o Plano de Exploração Rodoviária (PER) prevê uma série de obrigações que devem garantir mais segurança e suporte aos usuários da rodovia.
Serviços e atendimento ao motorista
Entre os compromissos previstos no contrato de concessão está a oferta permanente de serviços de emergência ao longo da rodovia. Isso inclui ambulâncias de resgate e unidades de atendimento médico equipadas como UTI, além de guinchos para remoção de veículos em caso de pane ou acidente.
Esses atendimentos são monitorados por um Centro de Controle Operacional (CCO), responsável por acompanhar ocorrências e garantir que o tempo de resposta siga padrões previamente definidos.
Outro ponto importante é a ampliação do monitoramento por câmeras. O sistema de vigilância por CFTV deverá ser implementado gradualmente em diferentes trechos da rodovia, permitindo acompanhamento em tempo real das condições do tráfego, apoio em acidentes e maior segurança para os motoristas.
Também fazem parte do plano as chamadas Bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Esses espaços funcionam como pontos de apoio com banheiros, água potável e informações para quem trafega pela rodovia, reduzindo longos trechos sem assistência.
Conservação e sinalização da rodovia
A manutenção da BR-116 também é um dos pilares do plano de exploração. Entre as ações previstas estão serviços contínuos de roçada e limpeza das margens da rodovia, fundamentais para manter a visibilidade da sinalização e evitar problemas de drenagem que podem provocar acúmulo de água na pista.
O projeto também prevê a modernização da sinalização horizontal e vertical, com pintura de faixas, substituição de placas e a instalação de Painéis de Mensagem Variável (PMV). Esses equipamentos permitem alertar os motoristas sobre acidentes, obras ou riscos na estrada.
O desafio da duplicação
Apesar dos avanços em alguns trechos, a duplicação da BR-116 na metade sul ainda enfrenta desafios. A gestão da rodovia precisa conciliar a manutenção das pistas já duplicadas com a operação segura em áreas que ainda funcionam em pista simples ou com desvios provisórios.
Nesse contexto, o modelo de concessão prevê que parte dos recursos arrecadados nas praças de pedágio seja direcionada para garantir melhorias na fluidez do tráfego e na segurança viária.
Controle de peso para preservar o asfalto
Outro eixo importante do plano é o controle de cargas transportadas na rodovia. A BR-116 recebe intenso fluxo de caminhões que seguem em direção ao Porto de Rio Grande, responsável por grande parte das exportações do estado.
Para evitar o desgaste prematuro do pavimento, o plano prevê a operação rigorosa de balanças de pesagem ao longo do trecho entre Pelotas e Camaquã. O excesso de carga é considerado um dos principais fatores que provocam deformações no asfalto, como trilhas de roda e buracos.
Impacto regional
Para moradores e transportadores da metade sul gaúcha, a expectativa é que o conjunto de serviços, manutenção e investimentos previstos no plano de exploração represente mais segurança, eficiência logística e melhores condições de tráfego em um dos principais corredores rodoviários do estado.




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