O segredo da prefeitura de Camaquã para manter o mosquito da dengue longe por até 6 meses
- Redação SulTV

- há 3 dias
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Durante o programa Redação SulTV, integrantes da vigilância municipal alertaram para o aumento na proliferação de insetos neste início de 2026

Com a chegada das altas temperaturas e o registro de focos isolados, o município de Camaquã, na região da Costa Doce, reforça as estratégias de prevenção ao mosquito Aedes aegypti. Durante o programa Redação SulTV, Fabiano Leite Martins, Coordenador Técnico do Programa do controle do Aedes aegypti, e Sherlon Peglow, agente de endemias, alertaram para o aumento na proliferação de insetos neste início de 2026, impulsionado pelo calor intenso e chuvas pontuais ocorridas no mês de dezembro. Até o momento, o laboratório municipal já identificou centenas de larvas, sendo que aproximadamente 15% pertencem à espécie Aedes albopictus, que compartilha o mesmo habitat do transmissor da dengue.
O foco central das ações está na aplicação da técnica BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar), um método seguro que fixa o inseticida em paredes de prédios públicos e locais estratégicos por até seis meses. Além disso, a prefeitura anunciou a implantação da técnica "ovitrampa", que utiliza armadilhas especiais a cada 300 metros para monitorar a presença de ovos do mosquito e mapear as áreas de maior risco na cidade.
Os agentes de endemias reforçam que o cuidado doméstico é essencial, especialmente em objetos que acumulam água, como pneus, vasos de plantas e calhas. Um alerta importante foi dado para quem viaja no verão: os ovos do mosquito podem sobreviver em superfícies secas por até um ano, eclodindo no momento em que entram em contato com a água. A recomendação é manter pátios limpos e permitir a entrada dos agentes de saúde, que realizam um trabalho preventivo fundamental para evitar surtos da doença na região. Confira entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:




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