O perigo oculto nas telas que ameaça crianças e jovens no RS
- Redação SulTV

- 23 de mar.
- 2 min de leitura
Ministerio Publico do RS realizou um seminario para abordar a segurança de jovens na internet

A segurança de crianças e adolescentes frente aos perigos do mundo digital e da radicalização foi o tema central do seminário “Precisamos Falar sobre Violência”, realizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). O encontro reuniu especialistas e forças de segurança para debater o cenário atual no estado, incluindo a Zona Sul gaúcha, onde a articulação entre escolas e órgãos de proteção é fundamental para prevenir tragédias e combater o avanço de discursos de ódio.
O foco principal do evento foi o Projeto Sinais, uma iniciativa do MPRS voltada à identificação precoce de comportamentos de risco em jovens. Segundo o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, o projeto já monitorou 703 eventos e resultou em 69 mandados de busca e apreensão em colaboração com as forças policiais. Além das investigações, o programa investe na educação, com 162 capacitações realizadas para cerca de 20 mil pessoas em 272 municípios gaúchos.
Um dos pontos de maior alerta apresentados pelo procurador Fábio Costa Pereira, coordenador do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), diz respeito ao fenômeno "cutgore". Trata-se de uma estética digital que utiliza elementos infantis e cores suaves para mascarar conteúdos de automutilação, sadismo e extremismo. Essa camuflagem dificulta a percepção de risco pelos pais e educadores, facilitando a circulação de material nocivo entre menores.
O seminário reforçou que o combate à violência extrema depende de uma rede integrada. Para as famílias e instituições do Rio Grande do Sul, a mensagem é de vigilância constante sobre o consumo de telas e o comportamento dos jovens, buscando enxergar além das aparências digitais para garantir um ambiente escolar e social mais seguro.




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