O golpe que usa delegados reais: entenda como criminosos extorquem idosos em oito estados
- Redação SulTV

- há 3 dias
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A ofensiva visa desmantelar um grupo criminoso especializado em estelionato e extorsão

A Polícia Civil, através da DRACO de São Leopoldo, deflagrou na manhã desta sexta-feira (10) a "Operação Falso DPF". A ofensiva visa desmantelar um grupo criminoso especializado em estelionato e extorsão que utilizava a imagem de um delegado da Polícia Federal para intimidar vítimas em pelo menos oito estados brasileiros, incluindo o Rio Grande do Sul. Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Esteio e São José do Sul.
O esquema, que teve início em investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) no Distrito Federal, baseava-se no uso da identidade de um delegado federal de alto escalão para dar credibilidade às ameaças. O grupo aplicava o conhecido "golpe dos nudes", focado principalmente em homens de meia-idade e idosos. Os criminosos iniciavam contatos por redes sociais como o Facebook, migravam para o WhatsApp e, após interações íntimas, passavam a exigir grandes quantias em dinheiro sob ameaças de exposição ou prisões forjadas.
De acordo com o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, titular da DRACO, os prejuízos são expressivos. Foram relatados casos de vítimas que perderam R$ 150 mil em São Paulo e cerca de R$ 70 mil no Paraná. A investigação foi remetida à esfera estadual após a identificação de que os principais articuladores operavam na região metropolitana e nos arredores da Zona Sul do RS, tornando necessária uma nova fase investigativa para comprovar a continuidade dos crimes em 2024.
As autoridades reforçam o alerta para que a população não forneça dados bancários ou realize pagamentos solicitados via aplicativos de mensagens. O delegado Ayrton destaca que nenhuma autoridade policial, seja Civil ou Federal, utiliza o WhatsApp para exigir valores. A recomendação em caso de abordagem suspeita é o bloqueio imediato do número e o registro da ocorrência na delegacia mais próxima para auxiliar na identificação de novos membros da quadrilha.




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