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O fim das balanças: entenda o que muda nas rodovias de Pelotas e Rio Grande em 2026

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • 22 de jan.
  • 1 min de leitura

Ecovias Sul encerra operação de pesagem no Polo de Pelotas



Foto: Ecovias Sul - Divulgação
Foto: Ecovias Sul - Divulgação

A infraestrutura rodoviária da zona sul do estado enfrenta um desafio crítico com o encerramento do contrato da concessionária Ecovias Sul, previsto para março de 2026. Nos últimos cinco anos, a fiscalização nas rodovias BR-116 e BR-392 revelou números alarmantes: mais de 27,7 mil veículos pesados foram flagrados com sobrepeso, somando 17,9 milhões de toneladas de carga acima do permitido. Desse montante, a unidade de Rio Grande foi responsável por 19,6 mil flagrantes, enquanto Pelotas registrou 8,1 mil.


O serviço de pesagem, operado em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é o que garante a integridade do pavimento e a segurança dos motoristas na região. O excesso de carga é o principal vilão do asfalto, causando deformações conhecidas como "borrachudos", trincas e afundamentos. Esses danos não apenas reduzem a vida útil das pistas, mas elevam drasticamente o risco de acidentes graves e aquaplanagem. Somente em 2025, a fiscalização identificou 1,8 milhão de toneladas excedentes, evidenciando que a prática ainda é comum.


Com a desativação das balanças após o fim da concessão, a ausência de um sistema contínuo de pesagem gera incertezas sobre a conservação das rodovias no Polo Rodoviário de Pelotas. Segundo o diretor-superintendente da Ecovias Sul, Miquéias Neuenfeld, o controle de peso é uma ferramenta preventiva essencial para proteger tanto o patrimônio público quanto a vida das famílias que trafegam diariamente pelas estradas gaúchas.

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