Núcleo de criadores em Camaquã profissionaliza ovinocultura de corte na Costa Doce
- Redação SulTV

- 6 de mai.
- 2 min de leitura
O que antes era visto por muitos produtores apenas como uma atividade de subsistência, agora ganha contornos de negócio rentável e profissional

O setor agropecuário da Zona Sul do Rio Grande do Sul e da região da Costa Doce está vivenciando um movimento de renovação com o fortalecimento da ovinocultura de corte. O que antes era visto por muitos produtores apenas como uma atividade de subsistência, agora ganha contornos de negócio rentável e profissional. A criação do Núcleo de Criadores de Ovinos, vinculado ao Sindicato Rural de Camaquã, marca uma nova etapa para a atividade, buscando integrar quem já cria animais e atrair novos investidores para uma cadeia produtiva em franca expansão no estado.
Um dos principais desafios identificados pelas lideranças do setor é a transição do manejo amador para o comercial. Para ser considerado um ovinocultor profissional, não é necessário um rebanho extenso, mas sim a aplicação de tecnologias que garantam escala e qualidade. O uso de genética voltada especificamente para a produção de carne, e não apenas para exposição, permite ganhos de peso mais rápidos e carcaças que atendem às exigências dos frigoríficos. Além disso, a ovinocultura se destaca pela versatilidade, podendo ser consorciada com a bovinocultura, a oizicultura ou a fruticultura, otimizando o uso das propriedades rurais da região.
O mercado atual apresenta uma demanda que supera a oferta disponível no Rio Grande do Sul. Frigoríficos especializados buscam ativamente animais que sigam padrões de preenchimento de carcaça e níveis de gordura adequados, oferecendo preços competitivos. Para aproximar o produtor dessas oportunidades, eventos técnicos e painéis com especialistas em gestão e competitividade têm sido realizados, abordando desde o manejo sanitário até as linhas de crédito específicas para a aquisição de matrizes e melhoria de pastagens.
A sucessão familiar é outro ponto fortalecido pela criação de ovelhas. Por ser um animal dócil e de fácil manejo, a atividade facilita a inclusão de jovens e mulheres na operação diária da fazenda, garantindo uma nova fonte de renda e a permanência das famílias no campo. Com um ciclo reprodutivo rápido — a gestação dura cerca de cinco meses —, o produtor consegue planejar o aumento do rebanho e o cronograma de abates de forma estratégica, consolidando a ovinocultura como um pilar econômico viável e moderno para o Sul do Brasil. Confira entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:




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