Máquinas agrícolas podem ficar 25% mais caras com nova regra de emissões no Brasil
- Redação SulTV

- há 2 dias
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Atualizado: há 18 horas

Uma proposta de regulação de emissões para máquinas agrícolas pode elevar o preço de tratores e colheitadeiras em até 25% no Brasil, segundo alerta de entidade representativa do setor. O impacto preocupa especialmente o Rio Grande do Sul, estado com uma das maiores frotas de maquinário agrícola do país e onde a renovação de equipamentos é variável estratégica para a competitividade da soja, do arroz e da pecuária.
A proposta ainda tramita em fase regulatória, mas fabricantes e produtores já monitoram os desdobramentos com atenção. O encarecimento dos equipamentos pode representar milhares de hectares adicionais necessários para amortizar o investimento, especialmente na Metade Sul e na Fronteira Oeste, regiões onde a agricultura opera com margens apertadas.
Além do impacto direto no bolso do produtor, o setor alerta para efeitos colaterais da medida. Um dos principais riscos é a pressão sobre os preços de alimentos, já que o custo de produção tende a ser repassado ao consumidor final. Outro ponto de preocupação é a possível redução dos investimentos em descarbonização — efeito contrário ao objetivo declarado da norma.
Entidades do setor argumentam que, ao encarecer a modernização da frota, a regulação pode dificultar justamente a adoção de tecnologias mais limpas e eficientes. Por outro lado, fabricantes defendem a norma como caminho inevitável para a modernização e adequação ambiental do parque de máquinas agrícolas brasileiro. O debate deve se intensificar à medida que a proposta avança nos trâmites regulatórios.



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