Máquinas agrícolas podem ficar 25% mais caras com nova regra de emissões
- Redação SulTV

- 12 de mai.
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O alerta preocupa especialmente o Rio Grande do Sul, que possui uma das maiores frotas de maquinário agrícola do país

Uma proposta de regulação de emissões para máquinas agrícolas pode elevar em até 25% o preço de tratores e colheitadeiras no Brasil, segundo entidade representativa do setor. O alerta preocupa especialmente o Rio Grande do Sul, que possui uma das maiores frotas de maquinário agrícola do país e onde a renovação de equipamentos é variável estratégica para a competitividade da soja, do arroz e da pecuária.
A norma, ainda em fase de tramitação regulatória, busca reduzir as emissões de gases poluentes dos equipamentos agrícolas. Porém, fabricantes e produtores apontam que o encarecimento direto das máquinas pode gerar efeitos contrários ao objetivo declarado. Além do impacto no custo de aquisição, há risco de pressão sobre os preços dos alimentos e de redução dos investimentos em descarbonização no campo.
Para um produtor gaúcho, um aumento de 25% no preço de uma colheitadeira representa milhares de hectares adicionais de soja ou toneladas extras de arroz necessárias para amortizar o investimento. Na Metade Sul e na Fronteira Oeste, regiões de forte produção agrícola, a equação econômica se torna ainda mais desafiadora para pequenos e médios produtores.
Fabricantes defendem a norma como caminho inevitável para a modernização do setor e alinhamento às exigências ambientais internacionais. O mercado regional já monitora os desdobramentos da proposta, enquanto entidades como Federarroz e Farsul avaliam os impactos sobre a competitividade da agricultura gaúcha.




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