Irga alerta para fraude na classificação do arroz e anuncia ações de combate
- Redação SulTV

- 29 de abr.
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O alerta foi feito por Alexandre Velho, presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) em entrevista na SulTV

A produção de arroz é um dos pilares econômicos da Zona Sul do Rio Grande do Sul, região responsável por grande parte do abastecimento nacional. No entanto, o setor enfrenta um desafio que vai além das porteiras: a fraude na classificação do produto que chega às gôndolas dos supermercados. O alerta foi feito por Alexandre Velho, presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), com base em um levantamento realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz).
Um trabalho de amostragem conduzido pela entidade em todo o Brasil identificou uma prática grave de mercado. Grandes quantidades de arroz classificados originalmente como tipo 2, tipo 3 ou até tipo 4 — além de grãos considerados "fora de tipo" — estão sendo comercializados em embalagens que estampam o selo de arroz tipo 1. Essa desconformidade engana o consumidor, que paga por um produto de qualidade superior, mas leva para casa um grão com maior índice de quebra e impurezas.
Segundo Alexandre Velho, as irregularidades já foram formalmente denunciadas ao Ministério da Agricultura. O setor aguarda para os próximos dias ações de fiscalização e combate a essa prática, classificada como uma verdadeira fraude. Além de prejudicar o bolso do cidadão, o problema gera um desequilíbrio econômico em toda a cadeia produtiva.
A venda de arroz inferior como tipo 1 acaba forçando a queda nos preços do produto de alta qualidade real, inviabilizando a competitividade das indústrias e desestimulando o produtor. "Isso não sustenta a cadeia e não traz equilíbrio", reforça o presidente do IRGA. A expectativa é que o rigor na tipificação garanta transparência e segurança para quem produz e para quem consome. Confira entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:




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