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Fim da escala 6x1 pode quebrar o pequeno comércio? Presidente da ACIC faz alerta

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Enio Nunes, apresentou uma análise realista sobre os impactos que a transição para a escala 5x2 pode trazer para os pequenos negócios e para a produtividade regional


Foto: Dãniel Nunes - SulTV
Foto: Dãniel Nunes - SulTV

O debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 tem gerado preocupação entre lideranças empresariais da Zona Sul do Rio Grande do Sul. Em entrevista ao programa Redação SulTV, o presidente da Associação Comercial Industrial de Camaquã (ACIC), Enio Nunes, apresentou uma análise realista sobre os impactos que a transição para a escala 5x2 pode trazer para os pequenos negócios e para a produtividade regional.


Para o dirigente da ACIC, a mudança afeta diretamente o comércio de bairro, como açougues e pequenos mercados, que dependem de quadros reduzidos de funcionários para operar inclusive aos finais de semana. Nunes argumenta que a medida forçará a contratação de mais pessoal, onerando o empresário sem necessariamente garantir a prometida qualidade de vida ao trabalhador. Segundo ele, a tendência é que o funcionário busque atividades paralelas ou "bicos" para suprir a perda de rendimento, já que no comércio a comissão sobre as vendas é uma parte essencial do salário.


Outro ponto crítico levantado é a alta carga tributária, que atualmente atinge 28,5% sobre a folha de pagamento. O presidente da ACIC defende que, em vez de reduzir a jornada por lei, o governo deveria diminuir os impostos e reverter esse valor diretamente ao trabalhador formal. Nunes destacou que o sistema atual muitas vezes desestimula o emprego com carteira assinada, ao oferecer mais auxílios para quem está fora do mercado de trabalho do que benefícios para quem produz.


A ACIC, junto a entidades como a Federaçul, tem se mobilizado para sensibilizar o governo sobre os riscos da proposta. O foco das lideranças da Zona Sul é buscar um equilíbrio que valorize o trabalho formal e garanta a sustentabilidade das empresas que movem a economia gaúcha, evitando que o custo operacional inviabilize os pequenos negócios locais. Confira entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:


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