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Federarroz alerta para custos altos e desafios climáticos no encerramento da safra 2025/2026

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    Redação SulTV
  • 5 de mai.
  • 2 min de leitura

Em entrevista à SulTV, o presidente da Federarroz, Denis Nunes, detalhou as dificuldades enfrentadas pelo setor


Foto: Dãniel Nunes - SulTV
Foto: Dãniel Nunes - SulTV

A colheita do arroz na safra 2025/2026 caminha para o encerramento no Rio Grande do Sul sob um cenário de grandes desafios econômicos para os produtores da Zona Sul e da Costa Doce. Em entrevista à SulTV, o presidente da Federarroz, Denis Nunes, detalhou as dificuldades enfrentadas pelo setor, que lida com preços achatados e a elevação dos custos de produção, impulsionada especialmente pela alta do diesel e dos fertilizantes.


Para mitigar o impacto financeiro e evitar o represamento do grão, o setor aposta nos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O mecanismo visa garantir o escoamento do excedente para fora do Estado e do país. Embora a região de Camaquã e a Planície Costeira Interna tenham atingido o preço mínimo de R$ 63,74 — o que as exclui de certas subvenções imediatas —, a utilização dos prêmios de escoamento em outras regiões é vista como essencial para equilibrar o mercado nacional no segundo semestre.


No front internacional, o recente acordo entre Brasil e União Europeia surge como uma perspectiva positiva. Segundo Nunes, a abertura desse mercado fortalece a exportação do arroz beneficiado, ajudando a reduzir os estoques de passagem que atingiram níveis recordes. A Federarroz também monitora a próxima safra, alertando para possíveis reduções de área e produtividade devido à incidência do fenômeno El Niño, que deve trazer mais nebulosidade e chuvas intensas à metade sul do Estado, dificultando o manejo das lavouras e encarecendo a logística de máquinas e irrigação.


O setor agora busca junto às instituições financeiras o alongamento de prazos para os custeios, visando dar fôlego ao produtor para negociar a produção fora do pico da colheita, garantindo a rentabilidade mínima necessária para a manutenção da atividade na região. Veja um trecho da entrevista no canal do YouTube da SulTV:


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