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Fabia Richter defende consórcios e regionalização da saúde em entrevista à SulTV

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A enfermeira e ex-prefeita de Cristal, Fabia Richter, trouxe uma análise técnica sobre os atuais gargalos do SUS e a necessidade de reformular o modelo de repasses financeiros


Foto: SulTV - Reprodução
Foto: SulTV - Reprodução

A eficiência na gestão da saúde pública é um dos temas mais sensíveis e estratégicos para o desenvolvimento social da Zona Sul do Rio Grande do Sul. Em uma região composta por municípios de pequeno e médio porte na Costa Doce, a dependência do Sistema Único de Saúde (SUS) exige uma articulação integrada entre as administrações locais e o governo estadual para garantir que o atendimento chegue de forma ágil e digna aos cidadãos, contornando a escassez de recursos e a sobrecarga estrutural.


Em entrevista à SulTV, a enfermeira e ex-prefeita de Cristal, Fabia Richter, trouxe uma análise técnica sobre os atuais gargalos do SUS e a necessidade de reformular o modelo de repasses financeiros. Com ampla experiência na gestão pública e na área da saúde, Fabia destacou que o financiamento atual, baseado na produção e no número de procedimentos, penaliza os municípios menores e aprofunda as desigualdades no acesso a exames, consultas especializadas e cirurgias de alta complexidade.


Segundo a especialista, a solução para otimizar os recursos passa obrigatoriamente pela regionalização e pela criação de consórcios intermunicipais de saúde mais robustos na Zona Sul. Fabia defendeu que as demandas regionais precisam ser planejadas de forma coletiva, permitindo que as cidades compartilhem estruturas de média e alta complexidade. Essa descentralização reduziria as longas jornadas de deslocamento que os pacientes enfrentam até os grandes centros hospitalares de referência, humanizando o atendimento.


Fabia Richter também ressaltou que a valorização dos profissionais da atenção básica e o investimento em prevenção são fundamentais para aliviar a pressão sobre as redes de urgência e emergência, garantindo a sustentabilidade do sistema a longo prazo. Confira entrevista realizada durante o programa Redação SulTV desta terça-feira (26):


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