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Entidades arrozeiras articulam medidas para enfrentar crise e endividamento do setor no RS

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    Redação SulTV
  • há 1 dia
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Entre as propostas apresentadas para curto e médio prazo, destaca-se o pedido de redução temporária do ICMS durante o período de maior comercialização


Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Lideranças do agronegócio gaúcho estão unindo forças para enfrentar um dos cenários mais desafiadores da história recente para o setor orizícola. Em coletiva realizada na Farsul, representantes da Federarroz, Irga e Secretaria da Agricultura apresentaram um conjunto de sete medidas estratégicas para socorrer os produtores, que enfrentam queda nos preços e alto endividamento. A crise atinge diretamente a Costa Doce, região que tem no arroz um dos pilares de sua economia e desenvolvimento social.


Entre as propostas apresentadas para curto e médio prazo, destaca-se o pedido de redução temporária do ICMS durante o período de maior comercialização. A medida visa equilibrar a competitividade do arroz gaúcho frente às importações do Paraguai. O setor também recomenda a redução da área plantada para 2026, buscando evitar que a supersafra mundial e a entrada da Índia no mercado internacional continuem deprimindo os valores pagos ao produtor local.


O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, alertou para as assimetrias no Mercosul, apontando que indústrias de outros estados brasileiros têm optado pelo arroz estrangeiro, prejudicando o beneficiamento no Rio Grande do Sul. Para diversificar o mercado e agregar valor à produção, a entidade articula junto à Embrapa estudos para o uso do arroz na fabricação de etanol e outros fins industriais, sem comprometer o abastecimento para alimentação humana.


No campo financeiro, as entidades buscam o alongamento de custeios e a desconcentração de vencimentos de títulos (CPRs) para aliviar o fluxo de caixa das propriedades. Segundo Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul, o momento exige maturidade e união para garantir políticas de proteção efetiva, evitando que a eficiência do produtor gaúcho resulte em prejuízos acumulados na safra 2026.

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