Ecovias Sul encerra concessão na Costa Doce com balanço de R$ 2,5 bilhões investidos
- Redação SulTV

- 8h
- 2 min de leitura
Os números divulgados pela empresa revelam o impacto econômico e social da concessão na metade sul do estado

O Polo Rodoviário de Pelotas, que abrange trechos estratégicos das BR-116 e BR-392 na região da Costa Doce, vive um momento histórico de transição. O contrato de concessão da Ecovias Sul (antiga Ecosul), que teve início em 1998, está oficialmente em sua reta final, com encerramento previsto para as 23h59 do dia 3 de março de 2026. Ao longo de 27 anos de operação, a concessionária acumulou um investimento superior a R$ 2,5 bilhões em infraestrutura, manutenção e atendimento aos usuários nos 457,3 quilômetros sob sua gestão.
Os números divulgados pela empresa revelam o impacto econômico e social da concessão na metade sul do estado. Além das obras de pavimentação, que somaram mais de R$ 773 milhões, a Ecovias Sul repassou cerca de R$ 240 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) para 19 municípios da região, incluindo cidades como Camaquã, Cristal e Pelotas. No aspecto humano, a concessionária registrou mais de 3,8 milhões de atendimentos em pista, consolidando serviços de socorro médico e mecânico que se tornaram referência para quem trafega pelo principal corredor logístico da região.
Com a proximidade do fim do contrato, o cenário futuro gera debates na comunidade gaúcha. O Ministério dos Transportes confirmou que, após o dia 3 de março, a administração das rodovias passará temporariamente para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) até que um novo leilão seja realizado, o que deve ocorrer apenas em agosto de 2026. Durante este período de transição, a cobrança de pedágio nas cinco praças da região — cujas tarifas figuram entre as mais altas do país — será suspensa, mas os serviços de assistência 0800 e resgate também sofrerão mudanças na forma de execução.
O legado da Ecovias Sul na Costa Doce é marcado por avanços em engenharia e sustentabilidade, mas também por críticas históricas em relação ao custo das tarifas. Enquanto a empresa avalia sua participação em futuras licitações, o governo federal assegura investimentos para a manutenção imediata das pistas. Para os usuários e produtores rurais que dependem dessas rodovias para o escoamento da produção, o desafio agora é garantir que a transição para a gestão pública mantenha os padrões de segurança e fluidez conquistados nas últimas três décadas.




Comentários