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Crise na cebola: sete municípios de SC decretam emergência por queda nos preços

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 1 dia
  • 1 min de leitura

Santa Catarina é o maior produtor nacional da hortaliça, respondendo por 30% da colheita brasileira


Foto: Pixabay - Ilustração
Foto: Pixabay - Ilustração

A instabilidade no mercado agrícola de Santa Catarina acendeu um alerta para os produtores da Costa Doce e de todo o Sul do Brasil. Nesta semana, sete municípios catarinenses, incluindo Ituporanga e Alfredo Wagner, oficializaram decretos de situação de emergência devido à acentuada queda nos preços pagos aos produtores de cebola. O cenário é crítico: o valor de venda nas propriedades caiu para cerca de R$ 0,70 por quilo, enquanto o custo médio de produção gira em torno de R$ 1,33, gerando prejuízos severos para as famílias rurais.


Santa Catarina é o maior produtor nacional da hortaliça, respondendo por 30% da colheita brasileira. Embora a safra 2025/26 tenha apresentado boa qualidade e alta produtividade, o excesso de oferta interna e a entrada de produtos importados derrubaram as cotações. A crise financeira é tão profunda que produtores em cidades como Aurora chegaram a descartar cargas inteiras à beira das rodovias, já que o preço de mercado não cobre sequer o custo do frete e da colheita.


Os decretos de emergência, com validade de 180 dias, são uma ferramenta jurídica essencial. Eles permitem que os agricultores renegociem dívidas agrícolas, acionem cláusulas de seguro e acessem linhas de crédito emergenciais para manter suas propriedades. Na Assembleia Legislativa (Alesc), parlamentares buscam agora a intervenção do Ministério da Agricultura para garantir preços mínimos e regular a importação predatória, visando proteger a sustentabilidade do setor que é o pilar econômico de dezenas de cidades gaúchas e catarinenses.

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