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Mercado chinês exige carne rastreada e Rio Grande do Sul ganha vantagem competitiva

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • 12 de mai.
  • 1 min de leitura

A mudança responde à pressão de consumidores urbanos chineses, que passaram a associar qualidade à procedência do alimento


Foto: Pixabay - Imagem Meramente Ilustrativa
Foto: Pixabay - Imagem Meramente Ilustrativa

A classe média chinesa está redefinindo as exigências do mercado global de carne bovina, e o Rio Grande do Sul pode sair na frente nessa corrida. A Associação de Importadores de Tianjin anunciou que pretende restringir as compras apenas a proteína com certificação de origem e rastreabilidade ambiental completa. A mudança responde à pressão de consumidores urbanos chineses, que passaram a associar qualidade à procedência do alimento.


Para a pecuária gaúcha, a notícia representa uma oportunidade concreta. O Estado já concentra parte relevante do rebanho rastreado do Brasil e opera com protocolos que atendem — ou se aproximam — das novas exigências asiáticas. Frigoríficos da Fronteira Oeste e da Serra Gaúcha têm certificações avançadas que podem servir de diferencial competitivo frente a estados com menor controle de cadeia produtiva.


A janela de oportunidade, porém, tem prazo. Estados como Mato Grosso e Pará avançam rapidamente na consolidação de certificações para dominar o acesso ao mercado chinês. Produtores gaúchos precisam acelerar a implantação de protocolos de rastreabilidade e sustentabilidade para garantir posição privilegiada antes que a concorrência nacional tome a dianteira.


A sustentabilidade virou passaporte de exportação. Quem tiver o selo certo na hora certa vai aproveitar a mudança de hábito do consumidor asiático — e faturar com ela.

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