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Alerta meteorológico: RS deve ter chuva de três meses em apenas dez dias

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • 21 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Os volumes previstos são severos: muitas cidades devem registrar entre 100 mm e 200 mm nesta semana


Foto: Ilustração - Pixabay
Foto: Ilustração - Pixabay

O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário meteorológico crítico neste encerramento de ano. Na região da Costa Doce e em diversas áreas do estado, a instalação de um "rio atmosférico" acende o alerta para volumes de chuva excepcionais. O fenômeno, considerado incomum para esta época sob condições de La Niña, deve impactar diretamente as festividades de Natal e a segurança da população gaúcha devido ao elevado risco de inundações e enchentes repentinas.

Segundo a MetSul Meteorologia, a instabilidade é alimentada por um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis da Atmosfera (VCAN) posicionado sobre o Centro do Brasil. Esse sistema cria um bloqueio atmosférico que canaliza a umidade da Amazônia diretamente para o Sul. Enquanto o Brasil Central terá tempo seco, o Rio Grande do Sul enfrentará chuvas frequentes e volumosas, muitas vezes acompanhadas por trovoadas isoladas e um intenso abafamento térmico.

Os volumes previstos são severos: muitas cidades devem registrar entre 100 mm e 200 mm nesta semana, podendo alcançar 300 mm em pontos do Centro e do Oeste gaúcho. Isso equivale a quase três meses de precipitação em apenas dez dias, ou um quarto da média anual. Bacias de rios como Uruguai, Ibicuí, Vacacaí e Quaraí possuem risco crítico de cheias. A MetSul destaca que a chuva torrencial em curto prazo é a maior ameaça, sobrecarregando sistemas de macrodrenagem urbana.

A infraestrutura também corre riscos, com estradas rurais e pontilhões que podem se tornar intransitáveis devido ao transbordamento de arroios. Em Porto Alegre, embora o nível do Guaíba esteja em 0,90 metro — bem abaixo da cota de transbordamento de 3,00 metros —, a vigilância é mantida. Especialistas reforçam que o perigo da chuva extrema supera o de ventos fortes, sendo necessário evitar trechos alagados onde a correnteza pode causar acidentes fatais.

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